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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

PORTUGAL | Vai ser tão bom, não foi?




Miguel Guedes | Jornal de Notícias | opinião

É bem provável que boa parte dos compradores dos vistos gold portugueses nunca cheguem a viver em Portugal. Não só porque a isso não são obrigados mas também porque nunca foi segredo para ninguém que escapar da prisão para viajar é tarefa árdua. Alguns deles estão hoje presos. Outros, acusados ou em investigação. A maioria, não cuida de cá vir apesar de ter tentado encontrar-nos a custo no mapa. A autorização de residência que permite circular em todo o espaço Schengen, adquirida pela módica quantia imóvel de 500 mil euros com um conjunto de obrigações facilmente iludíveis, foi a maior pechincha do Governo PSD/CDS em tempo de troika. Infelizmente, não para portugueses. Para portugueses não saiu nada barato. E foi assim que alguns cidadãos do Mundo com mais do que um pé-de-meia no chinelo, passaram a saber - em 2013 e 2014 - onde ficava Portugal. Aquele país facilitador e que se pôs convenientemente a jeito para ser a primeira das máquinas de lavar da Europa. Entretanto, alguns deles e em sede própria, desataram a lavar a jato.

Nesses anos dourados de aperto do cinto, poucos foram os que estrangularam pelo nó da gravata. Nestas coisas das benesses de mercado, o colarinho ainda tem um peso muito específico. Aqueles que agora vociferam contra a nova lei da imigração por permitir a autorização de residência a quem apresente promessa de contrato de trabalho e inscrição na Segurança Social, são aqueles que nunca cuidaram de perguntar de onde vinha o dinheiro para a compra dos imóveis portugueses prontos a lavar ou de saber quantos postos de trabalho reais foram criados pelos vistosos vistos. Oito. Já se cantava na canção-peçonha "Uma casa portuguesa": "A alegria da pobreza está nesta grande riqueza de dar e ficar contente". Para Passos e Portas, esta cantilena valeu ouro nos anos dos vistos dourados.

O Diabo não apareceu mas, enquanto gozava descanso e esfregava o olho, a Standard & Poor"s retirou Portugal do lixo. Em boa verdade, ninguém se cansou de esperar: a Moody"s pode reavaliar o rating de Portugal antes do previsto e a Fitch admite alterar o seu calendário de avaliações. O Diabo está confuso. Estas três agências, patronos da notação financeira mundial, não deram pela falência da Lehman Brothers em 2008 e reagiram com surpresa à crise das dívidas soberanas, mas (pasme-se) olham para Portugal com animação depois da transfusão de sangue a que nos obrigaram. Talvez tenham a sensação do dever cumprido, abutres deixando o quase cadáver. Agora que Mário Centeno, no ponto de aceitar o rebuçado, admite caucionar positivamente o agressor submetendo-se à votação para liderar o "futuro-extinto" Eurogrupo, confirma-se que o Diabo não apareceu mas que deve estar a cantar, divertido, "Uma casa portuguesa". Vai ser tão bom, não foi?

* Músico e jurista

O autor escreve segundo a antiga ortografia

QUEM TEM MEDO DO REFERENDO NA CATALUNHA?



A atual repressão de Rajoy sobre o exercício de um referendo legitima e reforça ainda mais a via independentista. Depois de 1 de outubro a revolta catalã vai acentuar-se.


1 – O forte impulso pela República Catalã surge como reação à anulação do Estatuto da Catalunha pelo Tribunal Constitucional espanhol em 2010. Relembre-se que um estatuto que aprofundava a autonomia da Comunidade e reconhecia a Catalunha como Nação foi aprovado no Parlamento regional, piorado mas aprovado nas Cortes em Madrid e posteriormente votado em referendo, na Catalunha, com uma larga maioria a favor.

Embora o sentido fosse federalizante, a Esquerda Republicana Catalã (ERC) apelou ao Não, devido à descaraterização sofrida no texto emanado de Barcelona. Posteriormente, os deputados e deputadas do PP de Mariano Rajoy, então na oposição, bem como algumas comunidades de Castela, interpuseram queixa para o Tribunal Constitucional com o desfecho conhecido de anulação objetiva da lei-carta da Catalunha.

Aqueles que reprovam a via da Independência em nome de um hipotético federalismo espanhol, com ou sem monarquia, não querem ter em conta que o gradualismo morreu às mãos de Rajoy e do nacionalismo radical espanhol. Que querem dizer aos catalães, que esperem outros quarenta anos para alterar a Constituição de 1978? A atual repressão de Rajoy sobre o exercício de um referendo legitima e reforça ainda mais a via independentista. Depois de 1 de outubro a revolta catalã vai acentuar-se.

2 - Ouve-se com frequência que a Catalunha não tem direito à autodeterminação. Alguns ridiculamente até invocam que essa nacionalidade não figura na lista dos territórios ocupados da ONU. Convém não regatear que o direito à autodeterminação é um direito geral e irrestrito que cumpre a cada povo, expressando o seu sentido maioritário, muitas vezes ao longo de conflitos de descolonização. Isso é algo que resulta do direito internacional que se convencionou no século XX, fruto da descolonização de vastas áreas do planeta que estavam sob dominação de impérios caducos.

A autodeterminação pode conduzir à independência ou a outras formas de relacionamento internacional. Não há autodeterminações artificiais, elas não existem sem um forte sentimento de comunidade própria e uma relação de dominação estranha a essa comunidade. Não consta que o Québec ou a Escócia, que realizaram nos últimos anos referendos sem êxito pela Independência, sancionados pelos governos do Canadá e Grã-Bretanha, respetivamente, constassem da lista dos territórios ocupados.

Tensão dispara na Catalunha após operação policial para barrar referendo de independência



Milhares de pessoas protestam no centro de Barcelona pela decisão de prender membros do Governo regional que comandavam a organização do plebiscito

A tensão entre o Governo da Espanha e as autoridades da Catalunha disparou nesta quarta-feira diante da tentativa dos catalães de realizar um referendo de independência da região para se separar do resto da Espanha. A polícia espanhola deflagrou pela manhã uma operação para barrar o plebiscito que o Governo regional planeja para o próximo 1 de outubro. Os policiais chegavam com mandados de busca e apreensão em 41 escritórios das Secretarias do Governo catalã que trabalhavam na organização do referendo. Após um dia inteiro percorrendo diferentes locais, a polícia prendeu 14 pessoas, membros do comando para a preparação da consulta, e apreendeu 10 milhões de cédulas de voto.

Ao longo do dia grupos de  militantes independentistas reunidos na frente de diferentes prédios do Governo catalão vaiaram a polícia espanhola e tentaram atrapalhar a operação. Já à noite, após a polícia cumprir os mandatos e levar presos os organizadores do referendo, 40.000 pessoas lotaram a praça de Catalunha, no centro de Barcelona, para protestar contra a atuação do Governo espanhol e defender a independência.

Por que a Catalunha quer a independência?

A Catalunha soma 19% do PIB da Espanha e 12% da população do país. Embora nunca tenha sido independente, tem uma língua e algumas características culturais próprias. Desde o começo do século 20 cresceu na região um movimento nacionalista, que já nos anos 30 tentou declarar a independência de forma unilateral. Após a recuperação da democracia na Espanha, em 1979, a Catalunha conseguiu uma importante autonomia do Governo central. Ao longo desses anos, os nacionalistas sempre estiveram no Governo regional. Nessa época, eles pediam mais autonomia e sobretudo mais dinheiro já que se queixavam de que estavam bancando demais o caixa comum de toda a Espanha para ajudar o desenvolvimento de regiões mais pobres. Embora exigissem o reconhecimento nacional da Catalunha, os grupos nacionalistas aceitavam continuar dentro da Espanha sempre que conseguissem algum tipo de status político especial. Mas tudo mudou nos últimos dez anos.

Espanha disposta a negociar quando Catalunha "abandonar planos de independência"



Ministro da Economia espanhol propõe maior autonomia financeira para a Catalunha, mas só se a região desistir de ser independente

O Governo de Madrid estaria disposto a negociar uma maior transferência de dinheiro e de autonomia financeira para a Catalunha se a região desistisse dos seus "planos de independência", disse o ministro da Economia espanhol.

"Quando abandonarem os planos de independência, podemos falar", disse Luís de Guindos numa entrevista ao jornal de referência britânico Finantial Times publicada na edição de hoje.

Para este responsável governamental, a "Catalunha já tem muita autonomia", mas mesmo assim seria possível falar no futuro "numa reforma do sistema de financiamento e de outros assuntos".

O Tribunal Constitucional espanhol suspendeu no início do mês, como medida cautelar, todas as leis regionais aprovadas pelo Parlamento e pelo Governo da Catalunha que davam cobertura legal ao referendo de autodeterminação convocado para 01 de outubro próximo.

A quase uma semana da consulta popular, que ainda não se sabe se se vai realizar, tem aumentado a tensão entre os separatistas e as instituições espanholas que tentam impedir a realização do referendo.

A polícia espanhola confiscou na quarta-feira nos arredores de Barcelona quase 10 milhões de boletins de voto que iam ser utilizados no referendo e numa outra operação revistou uma série de edifícios do Governo regional e deteve 14 pessoas alegadamente envolvidas na preparação da consulta popular.

A GOOGLE É A NSA





– Não se deixe espiolhar:   Duckduckgo, o motor de pesquisa que não rastreia

Phil Butler [*]

O Google quer ser os olhos do Big Brothers fitos sobre si. Todos os gurus da Internet sabem isto mesmo antes de a NSA ser descoberta a espionar tudo. Mas agora os rapazes da Moutain View [sede da Google] estão mais determinados do que nunca a filtrar a sua informação e a eliminar qualquer resquício de confiabilidade.

Se eu tivesse iniciado um artigo com o parágrafo acima há cinco anos atrás, instantaneamente teria sido etiquetado como um "teórico da conspiração" ou pior ainda. O que pensa disso, caro leitor? Será a ideia de tecnocratas e dos seus manipuladores enormemente endinheirados enlouquece-lo? Penso que sim. Mas se precisa de prova para além do óbvio, o manual de 160 páginas do Google conta-nos exactamente como eles planeiam alimentar-nos só com as "suas" notícias. O extenso manual é uma leitura pesada para a pessoa média, mas o livro fornece pormenores de uma maquinação orwelliana diferente de qualquer coisa já vista desde o aparelho de propaganda nazi. Preste muita atenção à "instrutiva" página 108 onde a Google dita quem cumpre e não cumpre seus critérios de classificação. A secção Falha de Cumprimento (Fails to Meet, FailsM) é um cilindro compressor da imprensa livre e sugere a ocultação de certas espécies de sítios web:

"Páginas que contradigam directamente factos históricos bem estabelecidos (ex.: infundadas teorias da conspiração), a menos que a consulta indique claramente que o utilizador está à procura de um ponto de vista alternativo".

Como de costume, a Google obscurece suas intenções reais com a ideia de que algum algoritmo super inteligente está a "filtrar" ou "aprender" resultados para ajudá-lo a ter uma vida melhor. Mais uma vez, a Google supõe fazer "o que é bom para nós" através da destruição de algumas fontes e a promoção de outras. Utilizando termos como "graduando linhas orientadoras para pesquisa de qualidade" e "graduando linhas orientadores para páginas de qualidade" os pequenos Maquiaveis da Google providenciam justificação para controlar o que você vê e lê na web. Censura e monopolização da informação e dos negócios na internet – esta é acusação contra os rapazes da Mountain View.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

UM LONGO CAMINHO PARA A PAZ



Martinho Júnior | Luanda 

1- Desde o momento que foi proclamada a independência de Angola, que dois objectivos prioritários, que eram inerentes ao seu programa, se impuseram ao MPLA: a unidade nacional e a paz.

A unidade nacional, “de Cabinda ao Cunene e do mar ao leste”, que distinguia o MPLA das outras organizações etno nacionalistas angolanas, elas próprias manipuláveis a partir de interesses do exterior, alguns deles vizinhos…

A paz, enquanto sublimação desse processo de formação de identidade, em íntima relação com a construção da identidade nacional e a libertação do continente africano do colonialismo, do“apartheid”, do neocolonialismo e de suas sequelas.

Ao longo dos anos, foi essa a luta de geometria e intensidade variável que empenhou os dois Presidentes, Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos.

De facto, encontrar soluções face às heranças da Conferência de Berlim no que às fronteiras dizia respeito, era inerente à luta contra o colonialismo português, contra o “apartheid” sul-africano, contra o neocolonialismo zairense e contra as suas sequelas, sempre em nome da angolanidade, procurando estabelecer nexos quer com as organizações etno nacionalistas, quer com qualquer tipo de entidades identificadas com Angola.

2- É evidente que um projecto nacional dessa natureza numa África retalhada em Berlim e dominada por poderes coloniais sempre dispostos a dividir, implicava um esforço doutrinário, filosófico e ideológico, acompanhado de capacidade geoestratégica, tendo em conta os desafios que eram impostos e as adversidades que nesse caminho o MPLA tinha de enfrentar, quer dizer: capacidade de organização, de mobilização, de logística e uma potencialidade político-militar que na prática deveria aplicar, no essencial, as obrigações decorrentes desse projecto nacional.

Na imediata sequência das derrotas do 11 de Novembro de 1975, do exército zairense, a norte e do sul-africano a sul, cada qual em suporte do “seu” etno nacionalismo e mesclando-se com interesses agregados dos poderosos serviços de inteligência dos Estados Unidos, bem como dos interesses recalcitrantes de algumas tendências de alguns portugueses alinhados no Exército de Libertação de Portugal, alcançar domínio até às fronteiras foi uma questão imediata, mas por si não conclusiva: era necessário começar a garantir a inviabilidade do território nacional, pois quer o Zaíre, quer a África do Sul e os interesses que personificavam, a seu modo não desistiriam facilmente de Angola.

O MPLA, assumida a independência, foi sujeito desde logo a uma dura prova: chegar às fronteiras, combater a desestabilização instrumentalizada a partir do exterior e, com os olhos postos na construção da identidade nacional, continuar a luta de libertação de outros povos africanos no sul e centro do continente, abrindo caminho na direcção da paz.

QUEM NOS SALVARÁ DOS ESTADOS DECADENTES?



Golpes de Estado. Sabotagem de novos polos de poder, como os BRICS. Estímulo às guerras religiosas. Destruição deliberada de Estados-Nação. Como deter os EUA, em seu declínio apocalíptico?

Nazanín Armanian | Outras Palavras | Tradução: Antonio Martins

“O que é mais importante para a história mundial? O Taliban ou o colapso do império soviético?” Foi a resposta do ex-assessor de segurança do presidente Jimmy Carter, Zbigniew Brzezinski, à pergunta da revista francesa “Le Nouvel Observateur” (em 21/1/1998) sobre as atrocidades cometidas pelos jihadistas da Al Qaeda.

Nesta entrevista, Brzezinski confessa algo mais: os jihadistas não chegaram do Paquistão para libertar sua pátria dos ocupantes soviéticos infiéis. Seis meses antes da entrada do Exército Vermelho no Afeganistão, os EUA puseram em marcha a Operação Ciclone. Enviaram ao Afeganistão, em julho de 1979, 30 mil mercenários, armados inclusive com mísseis Stinger para arrasar o país, difundir o terror, derrubar o governo marxista do doutor Nayibolá e atrair a União Soviética a uma cilada: o país seria convertido em seu Vietnã.

E conseguiram. De passagem, violaram milhares de mulheres, decapitaram milhares de homens e provocaram a fuga de cerca de 18 milhões de pessoas de suas casas – quase nada… O caos continua até hoje.

Esta foi a pedra angular sobre a qual se levantou o terrorismo “jihadista” e a que Samuel Huntington deu cobertura teórica, com seu Choque de Civilizações. Assim, os EUA conseguiram dividir os pobres e deserdados do Ocidente e do Oriente, fazendo com que se matassem no Afeganistão, Iraque, Iugoslávia, Iêmen, Líbia e Síria. Confirmava-se a sentença de Paul Valery: “A guerra é um massacre entre gente que não se conhece, em proveito de gente que se conhece mas não se massacra”.

Conseguiram neutralizar a oposição de milhões de pessoas às guerras e converter a empatia em ódio. Com o método nazista de que “uma mentira repetida mil vezes converte-se numa verdade”: O atentado de 11 de Setembro não foi cometido pelos talibãs afegãos. Em 2001, a CIA havia implicado o governo da Arábia Saudita no massacres. Por que, então, os EUA invadiram e ocuparam o Afeganistão?

O Iraque não tinha armas de destruição em massa. O único país no Oriente Médio que as possui, e de forma ilegal, é Israel – graças aos EUA e à França. Tampouco os EUA necessitavam invadir o Iraque para se apoderar de seu petróleo. Demolir o Estado iraquiano tinha vários motivos, como eliminar um potencial inimigo de Israel e ocupar militarmente o coração do Oriente Médio.

BRASIL | O Maestro negro e as três versões do Hino Farroupilha



Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite* | Porto Alegre | Brasil  
   
Em 11 de setembro de 1836, o general Antônio de Sousa Netto (1801-1866) proclamou a República Rio-Grandense, após vencer a Batalha do Seival, próximo à cidade de Bagé, ocorrida durante Revolução Farroupilha (1835-1845). A partir deste ato, o conflito que tinha a princípio um caráter reivindicatório, combatendo o centralismo político do império, os altos impostos sobre o charque, o couro e a propriedade rural, resultou na mais longeva guerra civil da história do Brasil.

O maestro e sua banda são presos

No ano de 1837, o maestro Joaquim José de Mendanha (1800-1885), natural de Minas Gerais, assumiu, como regente, a banda do 2º Batalhão de Caçadores de Primeira Linha, que havia se deslocado para a Província de São Pedro (RS) em apoio às forças imperiais. Em 30 de abril de 1838, o maestro se encontrava com sua banda, na Vila de Rio Pardo, quando o local foi atacado pelos farroupilhas. Neste importante combate, conhecido como o do Barro Vermelho, os liberais farroupilhas venceram e aprisionaram-no com sua banda.

Mendanha compõe o Hino

Aprisionado o maestro e seus músicos, os farroupilhas aproveitaram a ocasião para exigir-lhe que compusesse um hino para a novel República Rio-Grandense. Diante da condição de prisioneiro de guerra, compôs o que lhe foi exigido. Esta primeira versão do hino publicada, em 1955, pelo historiador Walter Spalding (1901-1976), teve a letra escrita pelo capitão farroupilha Serafim Joaquim de Alencastre e foi executado pela primeira vez no dia 06 de maio de 1838. O maestro e sua banda acompanharam os farroupilhas durante um ano

Sua 2ª versão

Em sua edição de 4/05/1839, o Órgão Oficial da República Riograndense, “O Povo” (1839-1840), publicou uma letra do Hino Farroupilha, conforme foi cantada, na 2ª Capital farroupilha, Caçapava, no baile em comemoração ao primeiro aniversário do Combate do Barro Vermelho, ocorrido, em 1838, na cidade de Rio Pardo. Esta versão é diferente da primeira letra e de autor desconhecido. O jornal denominou de Hino da Nação. Ao ser executado num baile comemorativo, com a presença de nomes importantes, consolidou o nome do maestro Mendanha na história do Rio Grande do Sul. De acordo com Walter Spalding, em seu livro “Revolução Farroupilha”, publicado em 1987, p. 146:

“Foi esta música, por se ter conservado, que deu celebridade a Joaquim José Mendanha. Não fosse isso, em virtude de sua modéstia, talvez jamais seu nome fosse recordado, pois, conforme dissemos, tudo quanto compôs se perdeu ou perdeu sua identidade ao cair em domínio público, passando para o campo do folclore”.

CARTA MAIOR SUSPENSA POR DIFICULDADES FINANCEIRAS





POR QUE CARTA MAIOR ESTÁ FORA DO AR

Prezada Página Global, prezados leitores

Como alertei pelos sucessivos e-mails encaminhados semanalmente, ao longo dos últimos meses, Carta Maior encontra-se com imensas dificuldades para continuar com suas atividades.

Prova disso é que desde o dia 11 de setembro, nosso site está fora do ar por atraso no pagamento da equipe técnica. A manutenção mensal nos sete servidores que sustentam a programação, as imagens, os vídeos e os textos da Carta Maior não pode ser realizada. Um incidente como o ocorrido na última segunda-feira, portanto, era previsível.

Nossa campanha de doação, iniciada em junho de 2016, foi exitosa, mas insuficiente. Ciente de que vivemos um momento decisivo para o nosso país, diante da conjuntura de desmonte do Estado brasileiro, não é o momento para fechar qualquer veículo da mídia alternativa, ao contrário, deveríamos estar abrindo outros para enfrentarmos o poder da mídia corporativa, o aríete do golpe.

Tenho certeza de que juntaremos esforços para colocar Carta Maior no ar novamente ainda nesta semana. Sou imensamente grato pelos e-mails e pela solidariedade recebida nos últimos dias.

Conto com sua compreensão e participação.

Abraços

Joaquim Ernesto Palhares
Diretor da Carta Maior

LEONARDO BOFF | A cidadania desafiada pelo golpe parlamentar



O grande desafio histórico é certamente esse: como fazer das massas anônimas, deserdadas e manipuláveis, um povo brasileiro  de cidadãos conscientes e organizados

Leonardo Boff, Rio de Janeiro | Correio do Brasil | opinião

Entendemos por cidadania o processo histórico-social que capacita a  massa humana de forjar condições de consciência, de organização, de elaboração de um projeto e de  práticas no sentido de  deixar de ser massa e de passar a ser povo, como sujeito histórico, plasmador  de seu próprio destino. O grande desafio histórico é certamente esse: como  fazer das massas anônimas, deserdadas e manipuláveis, um povo brasileiro  de cidadãos conscientes e organizados.

A dimensão econômico-produtiva: a pobreza material e política é; entre nós, produzida e cultivada pelas oligarquias pois  assim podem dominar e explorar melhor as massas. Isto é profundamente injusto.

O pobre que não tiver consciência das causas de sua pobreza pela exploração não tem condições de realizar sua emancipação.

A dimensão politico-participativa: se as pessoas mesmas não lutarem em prol de sua autonomia e por sua participação social nunca serão cidadãos plenos. Não tanto o Estado mas  a sociedade deve; em suas várias formas de organização e de luta, assumir esta tarefa.

TRAGÉDIA |"A Cidade do México está um caos", diz brasileiro após terremoto



Tremor de 7,1 graus na escala Richter provocou mortes e destruição na capital mexicana

Um forte terremoto sacudiu a Cidade do México, provocando pânico entre a população de 20 milhões de habitantes da capital mexicana nesta terça-feira 19, data em que o país relembra os 32 anos do terremoto que destruiu a cidade em 1985 e matou 10 mil pessoas.

O sismo, que o Instituto Sismológico do México havia estimado inicialmente em 6,8 para depois revê-lo a 7,1, teve seu epicentro localizado a 55 quilômetros da cidade de Puebla, perto da capital. O Centro Geológico dos Estados Unidos (US Geological Survey) também estimou a magnitude do tremor em 7,1.

"A Cidade do México está um caos", resumiu o jornalista brasileiro Ricardo Carvalho, que está há três semanas morando no país. Ele descreve um cenário caótico, com o transporte público funcionando com extrema lentidão, além de presenciar ambulâncias e carros de bombeiro cruzando a cidade a todo momento.

Carvalho conta que estava na saída de um hospital, próximo ao metrô Colégio Militar. Ele ouviu o alarme sísmico tocar no mesmo momento em que a terra tremeu.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

INCÊNDIOS | ESTA É A HORA!



A catástrofe de Pedrógão Grande constitui expressiva fonte de aprendizagens e ensinamentos, no que concerne ao sistema de proteção civil, tal como se encontra estruturado em Portugal. Este é o momento para se parar e refletir sobre o sistema que temos e o sistema de que o País necessita.

Duarte Caldeira | AbrilAbril | opinião

A catástrofe de Pedrógão Grande ocorrida no passado dia 17 de Junho constitui uma expressiva fonte de aprendizagens e ensinamentos, no que concerne ao sistema de proteção civil, tal como ele se encontra estruturado em Portugal.

Estão em curso múltiplos relatórios, inquéritos e estudos tendo em vista, sobretudo, apurar responsabilidades. Deste modo, procuram-se alguns bodes expiatórios sobre os quais se possam imputar todas as culpas. Com o processo em curso, corre-se o risco de se perder uma excelente oportunidade para ir ao âmago do problema. E qual é o problema?

Passaram dez anos desde a última reestruturação do sistema de proteção civil, ocorrida em 2006-2007. Após um início de século marcado pela instabilidade política e a sucessiva mudança de responsáveis dos serviços do sistema, foi possível conceber e estabilizar o modelo e a estrutura do mesmo, centrado nas competências da Autoridade Nacional de Proteção Civil, entretanto criada.

No período em análise ocorreram quatro momentos de provação do sistema, todos associados a um dos riscos identificados no território do Continente. Refiro-me aos incêndios florestais de 2003, 2005, 2013 e deste ano de 2017.

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS | Medina vence em Lisboa e Cristas passa o PSD



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O PS voltará a vencer as eleições para a Câmara de Lisboa (41%), mas não é certo que consiga a maioria absoluta. De acordo com uma sondagem da Universidade Católica para o JN, o CDS (17%) consegue o segundo lugar, ultrapassando o PSD (16%).

Sondagens não são resultados eleitorais, mas é possível apontar algumas tendências. E já é seguro que o vencedor será o PS, ainda que, até ver, Fernando Medina perca 11 pontos percentuais relativamente a António Costa, em 2013. A projeção da Católica dá-lhe entre 7 e 9 vereadores, sendo oito suficientes para lhe assegurar uma maioria.

A grande novidade é a possibilidade de Assunção Cristas e o CDS ultrapassarem Teresa Leal Coelho e o PSD. Note-se que a margem de erro é de 3,5% e, portanto, que o ponto que separa as duas candidatas corresponde a um empate técnico. A Direita considerada em conjunto cresce significativamente (mais 11 pontos percentuais que em 2013).

Mais à Esquerda, há empate, mas tendências contrárias: João Ferreira e a CDU, a confirmar-se a previsão, estão em queda, e podem perder um dos seus vereadores; Ricardo Robles e o BE estão a subir e têm um lugar quase garantido no Executivo, podendo sonhar com a ultrapassagem aos comunistas.

Portugal | O SUCESSO E O DESESPERO



João Galamba | Expresso | opinião

A célebre frase de Luís Montenegro de que “a vida das pessoas não está melhor, mas o país está muito melhor” mostra bem a diferença entre a estratégia do anterior Governo e do atual. Em nome da confiança externa, PSD adotou uma visão sacrificial dos portugueses, do seu rendimento e das suas condições de vida. O atual Governo faz o oposto: não há confiança externa que valha a pena sem que, primeiro, o Governo conquiste a confiança do povo português.

A recente subida do rating português por parte da S&P volta a mostrar que a visão sacrificial defendida por PSD não era necessária e que o país não tem de escolher entre ter a confiança dos investidores ou a confiança e o apoio dos portugueses. Na verdade, é possível ter as duas ao mesmo tempo. Essa foi (mais) uma conquista da estratégia do Governo do Partido Socialista.

Perante isto, é natural que o PSD fique desorientada e não saiba o que dizer.

Em março deste ano, quando a S&P manteve o rating de Portugal na categoria lixo, Maria Luís Albuquerque confessava não ver qualquer injustiça na decisão da agência de notação: “é uma desilusão que o país continue nesta situação e que não consiga registar, de facto, as melhorias que estávamos a registar no final de 2015”. Seis meses depois, e sem que a política do Governo se tenha alterado, antes pelo contrário, parece que a subida do rating, afinal, já se deve à continuidade de políticas e que é o reconhecimento do trabalho de dois governos.

AGÊNCIAS DO LIXO QUE NOS LIXOU E QUE CONTINUAM A LIXAR-NOS



Bom dia, hoje voltamos à normalidade do Página Global. Esteve tudo de férias e nós também. Por isso andámos a modos que aos soluços, uns dias havia uma ou outra postagem, outros não. Mas foi tudo muito pobre. Pobre como este país à beira.mar plantado e esmifrado pela alta-finança e salafrários que a servem. Um lixo. Lá está, e porque não querem ser lixo sozinhos decidiram argumentar que Portugal também era lixo. Só se assim diziam porque nos lixaram à bruta e agora estão mais meigos… Estão? Não se nota nada.

Este vai ser o habitual veículo blogado do Expresso Curto, do tio Balsemão Impresa Bilderberg. Pois. Mas enquanto não dá de caras com a prosa opinada dessa cafeína azurrapada, às vezes, que hoje é servida por Filipe Santos Costa, jornalista lá do burgo, entretenha-se a ler aquilo que poderá ser a introdução… Poderá, não quer dizer que seja.

Vamos lá então aos grãos enquanto o moinho aquece e os transforma em pó de… café. É uma máquina parecida com as fábricas e outros locais de trabalho onde moem a ralé fedida e mal-paga. Fedida porque chegam a casa a cheirar a suor – depois de tanta moídela laboral. Mal-paga porque está na cara que os vampiros patronais - gestores e outros dessa gandaia - querem comer tudo e não deixar nada. E aí a lei diz que ao menos os trabalhadores merecem umas migalhas daquilo que produzem. Pois. Isso para os que cumprem a lei. Mas como a chamada Autoridade do Trabalho passa os dias e noites a dormir e não fiscaliza como deve, nem por sombras, a lei passa a habitar o lixo. “Também tu!” Exclamam as agências de notações instaladas na lixeira….

Basta de lixeira. Vamos ao que sai em espécie de nata no tal expresso que passa a um café maricas e meio esbranquiçado. Café com leite. Talvez. Pois.

Que Portugal saiu do lixo. Ora, ora, nunca lá esteve. O que aconteceu é que uns quantos distraíram-se e roubaram demasiado, encontrando pretexto para ainda roubarem mais o povoléu. Chamam a esse estágio “crise”. E vá de roubar. Vai milhões para os ladrões habituais. Lá vai para os bancos, para banqueiros, para políticos, para os grandes salafrários, para aquilo que os antigos diziam deverem ir: para o “raio-que–os-parta”. Pois. Para partidos submarinados e etc. Mas todos partidos ficamos nós, os plebeus. E é a fome, a miséria, que fielmente passam a ser as nossas companheiras.

Quer parecer que já chega por hoje de introdução. Nota-se perfeitamente o destreino. Desculpem qualquer coisinha e vão lá ler o Curto deste senhor do burgo Balsemão Bilderberg do Quintal da Marinha do Guincho. Se é que também não se mudou para a Comporta, como os de sua laia.

Adeus, até amanhã. Boa degustação e leitura que se segue.

MM | PG

domingo, 17 de setembro de 2017

UMA LIÇÃO ECONÓMICA PARA A CHINA E A RÚSSIA



Paul Craig Roberts

Haverá alguém no governo Trump que não seja imbecil? 

Depois de anos de infindáveis ameaças militares contra a Rússia – recordem o vice-director da CIA Mike Morell a dizer na TV (Charlie Rose show) que os EUA deveriam começar a matar russos para enviar-lhes uma mensagem, e do chefe do Estado Maior do Exército Mark Milley a ameaçar "Nós bateremos vocês mais duramente do que alguma vez já foram batidos antes" – agora o secretário do Tesouro Steven Mnuchin ameaça a China. Se a China não obedecer as novas sanções de Washington à Coreia do Norte, Mnuchin diz que os EUA "aplicarão sanções adicionais sobre eles [China] e os impedirão de avaliar os EUA e o sistema internacional do dólar" .

Eis portanto o insolvente (broke) governo dos EUA com US$20 milhões de milhões (trillion) em dívida pública, tendo de imprimir moeda com a qual comprar seus próprios títulos, a ameaçar a segunda maior economia do mundo, uma economia em termos de paridade de poder compra que é maior do que a economia estado-unidense.

Tome uns instantes para pensar acerca da ameaça de Mnuchin à China. Quantas firmas dos EUA estão localizadas na China? Não é só a Apple e a Nike. Sanções à China significariam que firmas dos EUA não poderiam vender seus produtos fabricados na China nos EUA ou em qualquer parte fora da China? Pensa que corporações globais dos EUA defenderiam isto?

E se a China respondesse pela nacionalização de todas as fábricas dos EUA e de todos os bancos possuídos pelo ocidente na China e em Hong Kong?

Mnuchin é como a imbecil Nikki Haley. Ele não sabe quem está a ameaçar.

Considere a ameaça de Mnuchin de excluir a China do sistema internacional do dólar. Nada poderia fazer mais dano aos EUA e mais bem à China. Um enorme montante de transacções económicas simplesmente sairia do sistema dólar, reduzindo seu âmbito e importância. Ainda mais importante, isto finalmente começaria a fazer entender aos governos chinês e russo que ser parte do sistema dólar é um passivo maciço sem benefícios. A Rússia e a China deveriam há anos atrás ter criado o seu próprio sistema. Ser parte do sistema de Washington simplesmente permite a Washington fazer ameaças e impor sanções.

A razão porque a Rússia e a China são cegas quanto a isto é que elas loucamente enviam estudantes para os EUA a fim de estudarem ciências económicas. Estes estudantes retornam com o cérebro completamente lavado com teoria económica neoliberal, "junk economics" na expressão de Michael Hudson. Esta teoria económica americana torna economistas russos e chineses em bonecos (stooges) americanos de facto. Eles apoiam políticas que servem Washington ao invés dos seus próprios países.

Se a China e a Rússia quiserem ser países soberanos, eles devem rezar para que o imbecil Mnuchin os corte fora do sistema dólar que os explora. Nessa altura a Rússia e a China terão de por em prática o seu próprio sistema e aprender teoria económica real ao invés da propaganda que posa como ciência económica e serve os interesses de Washington. 


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ 

Portugal | PRODUTIVIDADE E SALÁRIOS



Manuel Carvalho da Silva* | Jornal de Notícias | opinião

Não é difícil adivinhar que o debate em torno do Orçamento do Estado será bastante constrangido pelo peso da dívida e pelo espartilho das regras orçamentais da União Europeia (UE), que restringem a capacidade de recuperação do investimento e a implementação de serviços públicos de qualidade. Tal constatação desafia o Governo a procurar argumentos e propostas que se distanciem dos fundamentalismos da UE. Por outro lado, confirma a necessidade de tornar a questão da dívida num tema constante da agenda política. Em Portugal ele deve ser persistentemente estudado e polemizado de forma dinâmica e ativa.

Há, entretanto, neste tempo de debate orçamental, outras sombras preocupantes a necessitarem de mais exposição e debate.

Congratulamo-nos com os números do crescimento económico e do emprego, mas interrogamo-nos pouco acerca do tipo de crescimento e de emprego criado. Tudo indica que a recuperação da atividade económica e do emprego está a ser acompanhada por uma significativa alteração da estrutura da economia. O peso de setores de baixa produtividade e baixos salários (agricultura, serviços às empresas, alojamento, restauração, etc.) no emprego e no produto está a reforçar-se. Em consequência, não obstante o aumento da produtividade noutros setores, nomeadamente na indústria, a produtividade agregada, ou seja, a produtividade média observada no conjunto dos setores de atividade privada estagnou. Este facto ajuda a perceber a razão pela qual o ritmo de crescimento do emprego é superior ao ritmo de crescimento do produto e porque os salários, em média, se mantêm estagnados.

Este padrão de crescimento intensivo em trabalho mal remunerado é alimentado, fundamentalmente: i) pelo desemprego que se mantém elevado; ii) pela reconfiguração regressiva das instituições que enquadram as relações de trabalho, desde logo a imposição de um quadro legislativo que fragilizou os trabalhadores e diminuiu e empobreceu a negociação coletiva; iii) por impactos decorrentes de manipulações e práticas perversas presentes nos processos migratórios.

O DIABO DAS BOCAS PREVALECE



Passos anunciou-se: "Vem aí o diabo." Outra vez? Querias!

Mário Motta, Lisboa

Da Lusa em Sapo 24, as notícias para quem não as viu ou gosta muito de ler sobre coisas de interesse e/ou futilidades.

MARCA DE TRAMPA

Passos reclama para o seu primado governativo “uma marca de água”… Só se for água do esgoto, pestilenta, choca e cheia de resíduos malignos, de trampa.


O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, desafiou hoje o primeiro-ministro a dar explicações, em Viseu, sobre obras programadas e não concretizadas no distrito, e defendeu que existe "uma marca de água" da gestão social-democrata.

PCP INCITA A “PORTAREM-SE MAL”

O arco da governação - que tem sido o arco da desgraça - incitado pelo PCP a “portar-se mal” e a reporem os 25 dias de férias na função pública. Na pública e na privada, era só votarem em consonância na AR. Bonito incitamento, mas só isso, eles andam a pensar é em encurtar ainda mais os dias de férias, como perfeitos neoliberais que são… Talvez alguns, do PS, nem tanto.


O secretário-geral do PCP desafiou hoje PS, PSD e CDS-PP a reporem o direito dos trabalhadores da função pública a 25 dias de férias, prometendo que as autarquias CDU vão repor essa situação aos seus trabalhadores em 2018.

PASSOS A VER-SE AO ESPELHO

Passos, o labrego doentiamente neoliberal - a razar o fascismo - que desgraçou milhões de portugueses em prol dos ricos passarem a ser mais ricos, classifica Costa de sectarismo e mesquinhez. Credo, o labrego decerto que se estava a ver ao espelho!


O presidente do PSD acusou hoje o primeiro-ministro de "sectarismo e mesquinhez" sem paralelo na história democrática portuguesa ao dizer "nada" sobre o papel do anterior Governo na subida do 'rating'.

ARMÉNIO INEVITÁVEL

Arménio, da CGTP, referiu-se ao facto da subida do tal rato dos truques capitalistas, perdão, “rating”, dizendo que era inevitável o nojento subir. Pois claro, a resposta era inevitável, como foi inevitável que os servidores do atual capitalismo selvagem tivessem de ceder e fazer só agora o que já deviam há tempos ter feito: subir o rato que roí a soberania dos povos e dos países com criações de caca que por eles são manipuladas para cumprirem a máxima  de “os ricos cada vez mais ricos...”. Os tais que criam crises para enriquecerem muito mais. Inevitável, senhores vampiros.


O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, considerou hoje que face à evolução positiva da economia portuguesa, era "inevitável" a melhoria do 'rating' atribuído à República Portuguesa pelas agências de notação financeira.

UNITA À LA PALICE

Não há volta a dar, a UNITA, em Angola, anuncia que vai ocupar o parlamento com os seus deputados eleitos. Pois claro, nem outra coisa havia a fazer, até os que neles votaram vomitavam, para além de os eleitos passarem a ver menos kuanzas nas suas contas bancárias. Seria motivo de divórcio para os deputados casados. Ai, ai. Afinal a UNITA deu uma de La Palice, disse o que é evidente. Mas que raio de notícia.


O maior partido da oposição em Angola, a UNITA, anunciou hoje que os seus deputados eleitos nas legislativas de agosto assumirão os lugares no Parlamento, uma decisão tomada dias depois de o Tribunal Constitucional ter validado as eleições.

BARCELONA INDEPENDENTE… E O NEOLIBERAL NORTE EM PORTUGAL, NÃO?

Os de Barcelona continuam na deles, querem a independência. E são muitos a quererem isso mesmo, Os castelhanos andam numa fona a trabalhar para evitar a separação da importante "praça financeira" da chamada Espanha, dali saem impostos e mais impostos para os castelhanos… Ora assim não pode ser, “mas qual independência da galinha dos ovos de ouro?” teimam os de Castela. Pois.

Num aparte é de acrescentar que o norte de Portugal também um dia vai tentar o mesmo contra os “mouros” do sul. Já ameaçaram por várias ocasiões. E andam sempre a chorar porque sustentam os calaceiros do sul. Pois, como se fosse verdade... Tá bem, dêxa.


Mais de 700 autarcas da Catalunha reuniram-se hoje em Barcelona para demonstrar união pela realização do referendo independentista, convocado para 01 de outubro, mas suspenso pelo Tribunal Constitucional de Espanha.

Por hoje basta, isto, estas “bocas” são só um “ensaio”. Tudo e mais alguma coisa no SAPO 24 com a LUSA – ou vice-versa. Vão lá, porque há muito mais.

UE nauseabunda e asquerosa | Governos europeus investem no tráfico de refugiados



José Goulão [*]

Aqueles que se proclamam faróis dos direitos humanos financiam terrorismos com o dinheiro dos contribuintes e varrem o problema dos refugiados para debaixo do tapete, tratando-os como lixo.

Não é oficial, porém é uma verdade comprovada: governos europeus financiam redes de traficantes no Norte de África para tentarem impedir que os refugiados cheguem às costas europeias.

A muitos poderá parecer indigno que damas e cavalheiros tão apessoados, fluentes como ninguém na homilia dos direitos humanos, assertivos sem rival no discurso da guerra contra o terrorismo, sejam capazes de untar as mãos de senhores da guerra, da tortura e do terror com o dinheiro dos contribuintes. Eles lá sabem por que o fazem, dirão alguns; pois bem, também nos convém apurar o que eles fazem, para melhor os conhecermos para lá da farpela e do verbo.

Há poucas semanas, o governo italiano, tão democrático que até veste as cores do Partido Democrático, um braço político da NATO situado "à esquerda" no "arco da governação", enviou dois credenciados espiões para negociar com os cappos da família mafiosa Dabashi, que têm quartel-general em Sebrata, no território que outrora se designou Líbia e hoje é considerado um "Estado-falhado", melhor dizendo, um não-Estado. Situação que resulta da operação devastadora conduzida por uma aliança militar não disfarçada entre a NATO e grupos terroristas ditos "islâmicos" das linhagens Daesh e Al-Qaida.

A família Dabashi é um exemplo de empreendedorismo orientado pelo mais elevado sentido da modernidade, extraindo proveitos múltiplos e gordos do caos implantado no território da antiga nação, que chegou a ser uma das mais prósperas de África.

Dois irmãos repartem a chefia do clã: um comanda a milícia Al-Ammu, ou Brigada do Mártir Annas al-Dabashi, constituída por cinco centenas de mercenários e parcialmente financiada pelo Ministério da Defesa de um governo sediado em Tripoli, o de Fayez al-Sarraj, reconhecido pela ONU e dito de "união nacional".

Existem pelo menos outros dois governos na antiga Líbia, enovelados entre centenas de milícias, grupos terroristas, gangues mafiosos, bandos de mercenários, traficantes multifacetados e empresas privadas de segurança. O outro irmão Dabashi chefia a Brigada 48, esta financiada pelo Ministério do Interior do mesmo governo.

As duas organizações mafiosas Dabashi obtêm as suas receitas mais compensadoras através do tráfico de refugiados. Administram campos de concentração para encafuar milhares de seres humanos que fogem das guerras fomentadas pela NATO e seus principais Estados membros no Médio Oriente, Eurásia e África, ora alegando combater ora apoiando grupos terroristas; nesses campos ditos "de acolhimento", a tortura, os abusos sexuais e as privações de necessidades mínimas como alimentação, saúde e higiene fazem parte do quotidiano e são métodos corriqueiros para extorquir os bens aos fugitivos como pagamento de viagens em embarcações que mal navegam com destino mais do que duvidoso às costas mediterrânicas europeias.

"Foi com estes empresários, expoentes de um neo-humanismo cada vez mais na moda, que os dois agentes secretos enviados de Roma se sentaram para negociar, e ao que parece com êxito."

QUEM DOMINA A AMÉRICA?



A elite do poder na era Trump

James Petras

Nos últimos meses, vários sectores políticos, económicos e militares competidores – ligados a diferentes grupos ideológicos e étnicos – emergiram claramente como os centros de poder.

Podemos identificar alguns dos competidores chave e centros entrelaçados da elite do poder: 

1. Propagandistas do mercado livre, com a presença generalizada do grupo "Israel First".
2. Capitalistas nacionais, ligados a ideólogos de direita.
3. Generais, ligados à segurança nacional e ao aparelho do Pentágono, bem como à indústria da defesa.
4. Elites dos negócios, ligadas ao capital global.

Este ensaio tenta definir os detentores do poder e avaliar a amplitude e impacto do seu poder.

A elite do poder económico: Israel-Firsters e presidentes da Wall Street

Os Israel Firsters dominam as posições económicas e políticas de topo dentro do regime Trump e, de modo interessante, estão entre os opositores mais vociferantes da administração. Estes incluem: a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, bem como seu vice-presidente, Stanley Fischer, um cidadão israelense e antigo (sic) governador do Banco de Israel.

Jared Kushner, genro de Trump e judeu ortodoxo, actua como seu conselheiro principal em Assuntos do Médio Oriente. Kushner, um magnata imobiliário de Nova Jersey, posicionou-se como o arqui-inimigo dos nacionalistas económicos do círculo próximo de Trump. Ele defende todo o poder israelense e a captura de terra no Médio Oriente e trabalha estreitamente com David Friedman, embaixador dos EUA em Israel (e apoiante fanático dos colonatos ilegais judeus) e Jason Greenblatt, representante especial para negociações internacionais. Com três Israel-Firsters a determinar a política do Médio Oriente, não há sequer uma folha de figueira para equilibrar.

O secretário do Tesouro é Steven Mnuchin, antigo executivo da Goldman Sachs, que lidera a ala neoliberal de livre mercado do sector da Wall Street dentro do regime Trump. Gary Cohn, durante muito tempo influente na Wall Street, encabeça o National Economic Council. Eles constituem o núcleo dos conselheiros de negócios e lideram a coligação neoliberal anti-nacionalista de Trump comprometida a minar políticas económicas nacionalistas.

Uma voz influente no gabinete da Procuradoria-Geral é Rod Rosenstein, o qual nomeou Robert Mueller como investigador chefe, o que conduz à remoção de nacionalistas da administração Trump.

O padrinho visionário da equipe anti-nacionalista de Mnuchin-Cohn é Lloyd Blankfein, presidente da Goldman Sachs. Os "Três banksters Israel First" estão a encabeçar o combate para desregulamentar o sector bancário, o qual tem devastado a economia, levou ao colapso de 2008 e ao arresto de milhões de lares e negócios americanos.

A elite "Israel First" do livre mercado estende-se por todo o espectro político dominante, incluindo democratas no Congresso, liderados pelo líder da minoria no Senado, Charles Schumer e o responsável democrata do Comité de Inteligência da Câmara, Adam Schiff. Os Israel Firsters do Partido Democrata aliaram-se aos seus irmãos do livre mercado para pressionar por investigações e campanhas de mass media contra apoiantes do nacionalismo económico de Trump e o seu expurgo final da administração. 

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

“Discurso econômico, arma da minoria rica”



Grupo de economistas rebeldes insurge-se contra narrativas hegemônicas que exigem, diante da crise, novos sacrifícios do povo. Para eles, é hora da redistribuição de riquezas

Theotonio dos Santos e outros | Outras Palavras | Imagem: Tse Yim On

O debate econômico no Brasil encontra-se profundamente bloqueado e vem sendo insistentemente usado como chantagem contra o povo. Diariamente governo e imprensa exigem o sacrifício popular dizendo que não há saídas sem retrocessos, como a proposta de “reforma” da previdência, que na prática acaba com a aposentadoria. Por isso, as propostas que visam solucionar a crise através da distribuição de riqueza precisam voltar à tona com urgência e de maneira contundente.

É dentro desse “espírito” que um conjunto de economistas e profissionais da área econômica apresentam um manifesto para aprofundar o diálogo social sobre a economia, que deve servir ao povo. A iniciativa visa promover uma inserção mais organizada no debate público e desmontar as narrativas hegemônicas da economia que oferecem como única saída o sacrifício do povo trabalhador.

Apresentamos o manifesto “Economistas pelo Brasil”, que condensa, em linhas gerais, o que seria uma política econômica da maioria. Trata-se de um documento assinado por economistas e profissionais da área econômica, aberto a novas adesões (acesse aqui).

Angola | Gorbatchov e Deng Xiaoping, igual a Mudança!




«Como o título acima dá a perceber, vou tratar de uma expressão e o seu contrário que levou João Lourenço a se pronunciar quanto à sua linha de pensamento político para o País»

1. Como ponto prévio, dizer que estas linhas estão a ser escritas antes da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) apresentar os resultados definitivos do acto eleitoral do passado dia 23 de Agosto, pelo que não sabemos se, de facto - e tudo parece indicar que sim - o MPLA venceu as eleições e, por extensão, o general João Manuel Gonçalves Lourenço e o Doutor Bornito de Sousa Baltazar Diogo foram eleitos, respectivamente, Presidente e Vice-Presidente da República. Ainda que a empresa de rating Moody"s já admita como definitivos os resultados provisórios e que o País vai entrar numa onda de estabilidade política. O que não parece pelas tomadas de posições da Oposição. E que, também, este texto é um pouco um lamento...

2. Como o título acima dá a perceber vou tratar de uma expressão e o seu contrário que levou João Lourenço a se pronunciar quanto à sua linha de pensamento político para o País, caso se confirme a sua eleição como o Mais Alto Magistrado da Nação.

3. Quando, em entrevista/análise ao matutino português Público, de 25 de Agosto e publicada no dia 26, logo após os primeiros números apresentados pela CNE, eu aventei que João Lourenço poderia ser um Gorbatchev (ou Gorbatchov) angolano, como intitulou o Público a minha entrevista/análise «Se o deixarem, João Lourenço "pode ser o Gorgatchov do MPLA"»; esta minha ideia, foi repetida na análise que concedi à secção portuguesa da emissora alemã Deutsche Welle quando, ma mesma linha do Público e segundo os primeiros resultados da CNE, me solicitou essa «Só haverá mudanças em Angola se o futuro Presidente tiver força para se impor, defende analista ouvido pela DW, que vê em João Lourenço um possível "Mikhail Gorbachev angolano" (..) criando uma "Glasnost". Espera-se uma "glasnostização" da política angolana».

4. De notar que a expressão "Glasnostização da política angolana" apareceu, pela primeira vez num artigo académico que escrevi para o Africa Monitor.

5. Surpreendentemente, logo no domingo seguinte num programa de análise política, onde o humor, não poucas vezes, prevalece, de uma televisão portuguesa, um comentador referiu que, citando-me sem me identificar, "alguns esperam que ele seja uma espécie de Gorbachov, (foi a expressão utilizada pelo comentador e por mais de uma vez...)".


VER MAIS EM PULULU - As minhas intervenções no período eleitoral – antes e depois

*Eugénio Costa Almeida, Ph.D (DSSc | Investigador/Researcher/Pós-Doutorando

**Eugénio Costa Almeida – Pululu - Página de um lusofónico angolano-português, licenciado e mestre em Relações Internacionais e Doutorado em Ciências Sociais - ramo Relações Internacionais - nele poderão aceder a ensaios académicos e artigos de opinião, relacionados com a actividade académica, social e associativa.

Angola | OS MALANDROS ROUBARAM AS ELEIÇÕES



Raul Diniz | opinião

Apesar da unilateralidade decisória no controle das eleições do passado dia 23 de Agosto de 2017, o pensamento inflectido nelas, teve um condão binária de interesse reprovável na combinação entre a CNE e o MPLA. Apesar dessa indisfarçável combinação dos autores dessa Mega fraude, eles esqueceram-se da vontade de mudança do soberano indecentemente roubado pelos malandros espertalhões do MPLA/CNE.

Nenhum candidato ao cargo de presidente da republica é respeitado quando carece de legitimidade para sê-lo, sobretudo quando se trata de um candidato desbotado feioso e pau mandado, feito chimba e/ou sipaio ao serviço de interesses que nada têm haver com a defesa dos interesses do povo.

João Lourenço não só se vale da fraude, como também ele representa o indigesto anacronismo de uma ditadura em ebulição a caminho do fim. Que fique claro, que João Lourenço não é nenhum líder com carisma inegável. Ninguém se transforma em líder de um povo ou de um país por indicação de um ditador gatuno e corrupto.

Aliás, João Lourenço não foi indicado como candidato pelo presidente gatuno da republica das banas, pela excelência nobre da sua integra capacidade de servir o povo com altruísmo, e extremoso voluntarismo.

De um lado assistimos a conhecida posição mentirosa da CNE, e do outro a visão indecorosamente promiscua do MPLA. A dureza da nossa realidade demonstra a adversidade incongruente da megalomania intrínseca dos assoberbados gatunos do MPLA. É uma vergonha um partido no poder a 42 anos ter que roubar eleições como principio basilar para ganhá-las.

Angolanos lideram matrículas estrangeiras em universidades brasileiras



A nacionalidade angolana é a campeã das matrículas de estudantes estrangeiros em universidades brasileiras, revela o Censo da Educação Superior, recém-divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, do Ministério da Educação do Brasil.

om 1.928 estudantes matriculados em universidades brasileiras, tanto públicas como privadas, número que representa quase o dobro da segunda nacionalidade mais expressiva - a paraguaia, com 1.091 alunos -, Angola lidera a lista de países estrangeiros presentes nas instituições de Ensino Superior do Brasil.

O pódio das principais nacionalidades estrangeiras é completado pela Guiné-Bissau, que tem 1.017 alunos em faculdades brasileiras.

Os números, referentes a 2016, constam do Censo da Educação Superior, recém-divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, do Ministério da Educação do Brasil.

Segundo o estudo, 45% dos estudantes estrangeiros matriculados nas faculdades brasileiras são do próprio continente americano, enquanto 28% saem de África, 14% da Europa, 11% da Ásia e 2% da Oceânia.

Depois de Angola, Paraguai e Guiné-Bissau as nacionalidades que mais frequentam as instituições de Ensino Superior do Brasil são do Japão (927), Argentina (905), Bolívia (855), Peru (795), Portugal (634), EUA (574), Cabo Verde (561), Uruguai (499), Colômbia (452), Chile (402) e Haiti (352).

Angola | PARABÉNS MPLA!



As eleições em Angola já lá vão, distanciadas no tempo de quase três semanas, no PG pouco abordamos o tema... E agora já é despropositado, por isso é preferível ficarmos só pelos resultados oficiais. O que se possa aqui incluir está fora da atualidade e decerto é do conhecimento da maioria dos que aqui nos visitam.

Venceu o MPLA por uma grande margem de percentagem. Já era de prever.

Que houve batota, dizem uns. Que as eleições se processaram com toda a transparência, afirmam outros. Os observadores às eleições disseram que tudo foi muito democrático e transparente...

Que a diferença é enorme entre os vencedores e os vencidos não há como duvidar. Preponderância do MPLA continua a ser o futuro de Angola e dos angolanos. Agora com novo Presidente da República. Caso para acompanhar mais de perto por todos os que se interessam pelo que acontece em Angola. É o que no PG faremos. Parabéns MPLA. 

Vamos ver a partir de agora se há novos enriquecimentos "espontâneos e inexplicáveis" ou se continua a ser canalizado tudo para os mesmos... Para os carenciados é que vai difícil chegar-lhes a riqueza e vidas de nababos.

Democracia "ma non tropo".

MM | PG